DIA 19 DE MAIO: Dia da Cefaléia
93% DA POPULAÇÃO JÁ SENTIU DOR DE CABEÇA. A
AUTOMEDICAÇÃO TRANSFORMA A DOR DE CABEÇA EM CRÔNICA,
ALERTA A ACADEMIA BRASILEIRA DE NEUROLOGIA
O departamento de Cefaléia da ABN convida a população a
observar a sua dor de cabeça, freqüência, intensidade e
duração e relatar para um neurologista para obter um
diagnóstico e tratamentos adequados
Quem nunca sentiu uma dor de cabeça? Uma crise de
enxaqueca pode ser terrível e incapacitante como
descrevem os sofredores desta patologia tão comum.
Segundo o departamento de Cefaléia da Academia
Brasileira de Neurologia , cerca de 30 milhões de
pessoas sofrem com dores de cabeça no Brasil.
O que não se admite é que esses pacientes façam o uso
abusivo de analgésicos. Essas medicações, na maioria das
vezes, não prescritas por médicos, mas por balconistas
de farmácias, vizinhos ou amigos podem não só piorar
como cronificar uma dor de cabeça que era esporádica ou
então, até mesmo, prejudicar o diagnóstico de várias
doenças.
Segundo a coordenadora do departamento de Cefaléia da
ABN, Dra. Célia Roesler , e de acordo com as
estatísticas, 93% da população em geral já teve dor de
cabeça em alguma época da vida, sendo que 31% precisaria
de tratamento médico adequado em razão da incapacidade
funcional que as crises causam.
As mulheres são as que mais sofrem com os males: 76% das
mulheres e 57% dos homens relatam pelo menos uma dor de
cabeça ao mês.
Célia afirma que as crianças também sofrem com os
sintomas e não é “manha” como muitos pais dizem. Entre
crianças, 39% aos 6 anos já sabem o que é ter dor de
cabeça, e aos 15 anos, 70%.
Por conta destes fatores, no Dia Nacional da Cefaléia
(19 de maio), a Academia Brasileira de Neurologia
convida a população a observar a dor de cabeça, sua
freqüência, intensidade e duração e relatar para um
neurologista. O departamento de Cefaléia da ABN conta
que 93% dos diagnósticos são errados quando não feitos
por um médico especialista em cefaléia gerando anos de
sofrimento ao paciente.
Um diagnóstico correto levará a um tratamento adequado
evitando-se, dessa forma, a automedicação. Pois, de
acordo com a Sociedade Internacional de Cefaléia existem
quase 300 tipos de dores de cabeça cada um com o seu
quadro clínico característico e tratamento específico.
Infelizmente, uma grande parte dos portadores de
cefaléia acaba se acostumando com esse mal e
incorporando ao seu cotidiano, encarando-o como
inevitável. Desta forma, é importante a população ter
conhecimento de que das quase 300 dores de cabeça, a
maioria exige um tempo longo de tratamento para se
chegar a um resultado satisfatório. “Não dá para se
admitir mais o fato de o paciente ‘conformar-se com a
dor’ e nem a automedicação que poderá resultar em outros
problemas de saúde, até mesmo mais graves”, explica
Célia.
Diante a relevância do assunto e para esclarecer dúvidas
da população, gostaríamos de sugerir uma pauta referente
à cefaléia e colocá-lo em contato com neurologistas
membros do Departamento de Cefaléia da Academia
Brasileira de Neurologia .
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