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TDAH e DISLEXIA
O diagnóstico geralmente é
realizado por uma equipe
multidisciplinar –
EXPERIENTE - que envolva
neurologista ou psiquiatra,
psicólogo, fonoaudiólogo e
psicopedagogo. Também não
podemos esquecer de avaliar
a parte auditiva, assim como
o processamento auditivo
central ( testes que são
feitos para interpretação
das informações auditivas. A
grosso modo: a criança tem
que ouvir e entender o que
ouviu ).
O tratamento do TDAH - não
tem como fugir disso – deve
ser combinado: orientação
aos pais e professores,
treinamento para o paciente
realizar suas tarefas e,
principalmente,
medicamentoso.
Cerca de 80% das pessoas (
crianças ou adultos ) tem
uma excelente resposta com o
tratamento medicamentoso.
Sendo que a Terapia
Cognitivo Comportamental
ajuda muito no tratamento.
O fonoaudiólogo também é
muito importante quando
existe associado dislexia ou
disortografia ( transtorno
da expressão escrita ).
Fazer psicoeducação com o
paciente, os pais, a
família, a escola e os
professores. Psicoeducação é
informar aos pais e
professores o que é TDAH,
quais são os sintomas e as
dificuldades que o portador
desse transtorno apresenta.
Também existem grupos de
portadores de TDAH que podem
ajudar muito na troca de
informações.
A desinformação prejudica
toda a vida do portador
porque PROLONGA o sofrimento
e ADIA a solução do
problema.
Mesmo as pesquisas
comprovando que cerca de 5%
das crianças tem TDAH, ainda
existem pessoas que afirmam
que o TDAH não existe.
Afirmam que não existem
exames para diagnosticar
esse transtorno. Se for
assim, não existe depressão,
não existe esquizofrenia,
não existe transtorno do
pânico, pois não tem exame
para diagnosticar estas
patologias.
Os erros mais comuns dos
pais é não acreditar que o
filho tem esse transtorno,
não se informando, isto é,
não fazer a psicoeducação e,
o que é mais importante, se
recusar a dar medicação para
o filho.
Quando uma criança faz o
tratamento associando
medicamentoso e não
medicamentoso, as respostas
são excelentes. Melhora a
auto-estima, a confiança,
percebe a vida de uma forma
mais positiva, e o que se
ouve é: “....eu pensava que
fosse burro”. Ou seja, a
impressão que tem é a de que
está chegando na vida agora.
Aliás, uma das psiquiatras
que conhece muito bem esse
assunto, por ser portadora
de TDAH – Dra. Ana Beatriz
Barbosa Silva –afirma que
quando começou a se tratar
teve a impressão de um míope
que quando põe o primeiro
par de óculos percebe que o
mundo é cheio de detalhes.
Portanto, aí está uma das
muitas provas de que o TDAH
existe, deve sim ser tratado
e conhecido das pessoas,
principalmente pelos pais e
professores.
Por isso é importante
pesquisar em sites oficiais,
entre eles, o da ABDA –
Associação Brasileira do
Déficit de Atenção:
www.tdah.org. Inclusive com
várias matérias do Prof. Dr.
Paulo Mattos, um dos mais
profundos conhecedores do
assunto.
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